domingo, 21 de abril de 2013




O Maravilhoso Mundo Moderno

Por Marcelo Braga




Dia desses entro num site pra ver as notícias do dia (sim me informo pela internet, pois a ultima vez que coloquei a mão num jornal de papel era pra ler que Ulysses Guimarães tinha sido eleito presidente da câmara dos deputados). E leio numa coluna social que minha amiga Luciana Pittigliani faria uma festa em homenagem ao aniversário da atriz Gisele Fraga. Dentre as novidades estavam uma cortina de LED bafônica que serviu de cenário para inúmeras fotos das celebridades presentes e na entrada uma recepcionista chiquérrimapolilingue, pois se tratando de Luciana e Beto que são badalados e sempre recebem amigos de várias nacionalidades a moça é mais que necessária na entrada da festa. Até o momento já estava o máximo mas o que chamou atenção era que a Polimoça estaria com um Ipad com a lista de convidados ilustrada com fotos dos mesmos no lugar da boa e velha prancheta, papel e caneta. Sim amigos as inovações nos devoram e fiquei pensando em como as coisas melhoraram em relação a agilidade de serviços ou comunicação (ou não).

O que me dizem em relação as luzes cenográficas e velas de LED ? Quanto as luzes muitas vezes é preferível deixar o ambiente decorado com cores neutras e ela dar o colorido da festa, pois de acordo com uma programação de uma mesa isso vai se transformando criando um mundo colorido e único. Que venham os vendavais depois das velas de LED, sua festa ficará iluminada a noite toda ou até a bateria acabar.
Pistas de dança interativas são muito bacana e fez muito sucesso ano passado na edição do BBB (tem que falar que se trata do Big Brother Brasil?) e telão com possibilidade de enviar mensagens SMS pro dono da festa.
Recepcionista virtual já está manjado, a uns cinco anos atrás já usei numa festa futurista, os convidados se assustavam pois uma mulher saída dos filmes de ficção, com lente e peruca branca e numa tela de tv o chamava pelo nome e ainda falava algumas coisas tipo nome dos filhos, esposa, etc.

Móveis iluminados, roupas de staff que mudam de cor, telas de 3D, 18D, 145DDD que se pode imaginar.
Confirmar presença em festas ou casamentos pelo site e receber um cartão magnético pra entrar sendo o mesmo pessoal é coisa que se me falasse a uns 20 anos atrás mandaria internar a pessoa, ou diria que a erva que ele usa estava mofada dessa vez.
São muitas as possibilidades high tech pra deixar sua festa maravilhosa, moderna e que vão impressionar seus convidados, os valores hoje estão dentro de uma normalidade, afinal a concorrência é grande e costumo dizer que o cliente acaba ganhando.




E eu enquanto escrevia esse texto me chegou um e-mail com um material que deveria usar no dia seguinte pra uma reunião. O danado do arquivo não abria nem a pancadas no computador, foi quando aparece on line meu anjo da guarda cibernético Alessandro que me dá total suporte em arte e gráfica. Como sempre o problema está entre o computador e a cadeira (eu), pedi pra ele pelamordedeus fazer aquele tipo de arquivo abrir, e ele na tranqüilidade me pergunta: “Mas em que programa você quer que abra?” Eu no meu desespero digo: “Qualquer um, vai de world que abre até em terreiro de macumba!”  


quinta-feira, 18 de abril de 2013








Por Marcelo Braga



Anfitrião Rico e Anfitrião Pobre


Como festeiro de profissão e vocação observo discretamente tudo ao meu redor quando chego numa festa. Observo pessoas, detalhes, roupas, decoração, animação e mais o que me chamar à atenção (aviso que a rima não foi combinada, foi sorte de principiante !).
A conclusão que chego e muitos já sabem disso é que pobre se diverte incomparavelmente mais que o rico.
Festa de rico é planejada com meses de antecedência, tem que agendar com o decorador, equipe renomada de Buffet e assessora de imprensa que sempre tem suas agendas atribuladas. Fazer lista de convidados e ver se todos os Vips estão disponíveis e peneirar os globais que estão na novela de horário nobre. Os atores que estão em papéis secundários ou nas outras emissoras passarão pelo crivo ainda, isso claro de olho nas notas na mídia que vão render e matérias intermináveis naquelas revistas extremamente CARAS que tem ilha e castelo. QUEM ? VEJA se CONTIGO essas coisas acontecem !        




Festa de pobre é planejada com... 3 horas de antecedência, ligam pros amigos de mesma operadora de celular pra usar os bônus, deixam recado no Orkut (???), Facebook e claro toda a vizinhança é convidada, essa é a assessoria de imprensa mais rápida. O grupo musical que está começando é convidado a dar uma palhinha, o DJ que namora a prima da dona da casa também garante a diversão. Cada convidado leva uma coisa pra comer e a bebida é dividida por todo grupo. Decorador? Tudo muito prático com as coisas colocadas numa mesa grande pra quem quiser se servir a vontade. A mídia serão todas as fotos tiradas pelo celular e postadas nas redes sociais incansavelmente pra mostrar pra quem não foi que a festa bombou !
Acho que independente do anfitrião ser rico ou pobre, a forma de receber é o que cativa e faz o convidado se sentir à vontade. Tem pessoas que são Hostess natas e tem a capacidade de misturar convidados das mais  diferentes escalas sociais e tornar a noite animada e inesquecível.

Conheci 2 grandes anfitriãs: Dona Zica da Mangueira e a escritora Rachel de Queiroz.  
Na casa da Dona Zica, todos eram muito bem recebidos, amigos, conhecidos ou estranhos, sempre aparecia a dona da casa preocupada se o convidado (ou penetra) estava à vontade, bem servido, se estava tudo bem. E as feijoadas? Era pra comer rezando, com medo do ponteiro da balança não mexer muito, porque o REPETECO da refeição era mais que certo, tudo regado a samba de primeiríssima, era comum num sábado desses encontrar Nelson Sargento, Delegado, Beth Carvalho, Almir Guineto, Dicró, Leci Brandão e os meninos que estavam iniciando carreira como integrantes do Grupo Revelação, Zeca Pagodinho, Arlindo Cruz, Sombrinha e Ivo Meirelles com seus cabelos descoloridos fazendo Funk in lata já. Isso varava a madrugada, e claro todos seguiam pra quadra da Mangueira e voltavam pro café da manhã na casa da Dona ZIca na maior animação.
Quanto à escritora Raquel de Queiroz a conheci através de sua sobrinha Letícia, e me encantei, adorava contar histórias da sua vida no interior, passávamos horas jogando sueca, truco e conversando regado a licores, doces maravilhosos e almoços espetaculares, TUDO da nossa fantástica culinária brasileira, e toda hora pausa pra telefone, fax (sim sou anterior ao e-mail confesso), cartas e telegramas (ui peguei pesado agora), horas marcadas com jornalistas para entrevistas e todos passavam a amá-la depois que a conheciam e o apartamento gigantesco com móveis numa mistura harmoniosa entre o clássico e o moderno, de grife e catalogados, e ela de uma simplicidade fantástica, sem deslumbramentos, pois se eu morasse num edifício com meu nome acho que ficaria na frente dele, com uma placa luminosa escrita: ESSE CARA SOU EU!

As festas na casa da Dona Raquel eram bem menores, poucos convidados, todos chegavam meio engessados, pois afinal estavam diante de uma imortal da ABL, mas acredito que em 10 minutos já estavam completamente envolvidos pela sua simpatia. Repito: a comida era tão boa, que ela sabendo disso, mandava Mariângela (sua fiel cozinheira) preparar as quentinhas que os amigos levavam sem pestanejar.
E me veio agora uma história de um amigo decorador badalado da alta sociedade paulistana, que é mais conveniente não falar o nome verdadeiro do rapaz que hoje é referência na área, mas o chamaremos de Senhor P. Essa história é tão boa que a Claudia Matarazzo já o citou em um de seus livros, mas vale à pena reviver aqui.
O Senhor P já possuía uma clientela seleta e de altíssimo poder aquisitivo e sempre fazia jantares maravilhosos em seu apartamento enorme e de bom gosto excepcional, eram sempre grupos pequenos e de PESO financeiro.
Num desses jantares glamourosos, no qual o cardápio era comida mineira (mas não a comida do dia a dia, era a alta gastronomia mineira), quando chega à hora das sobremesas, todas colocadas em belíssimas compoteiras de cristal, os convidados encantados com o sabor, perguntam de onde são os doces e o Senhor P inspiradíssimo levanta-se e começa seu show: “Esses doces são da minha querida Tia Ritinha, que mora em Minas e todos os meses me manda por um portador, grandes essas delícias pra eu recordar da minha infância. Talvez o que vocês estão tendo a honra de degustar seja a última remessa da minha Tia que na última carta disse estar bem adoentada e não agüenta mais ficar horas mexendo os tachos pesadíssimos de cobre.”
Os convidados sentiram um misto de inferioridade por suas vidas na maioria vazias e de exclusividade por terem sido escolhidos pelo dedo de Deus para participarem daquele momento único. Na hora de irem embora, o copeiro informou ao grupo que o elevador social estava com defeito e todos deveriam usar o elevador de serviço. A grande surpresa do grupo foi que ao abrirem a porta da cozinha encontraram ao lado do elevador latas cuidadosamente empilhadas da antiga marca CICA onde uma convidada revoltada não se conteve e desabafou pro Senhor P: ”Puxa querido, nem se preocupe com a doença da sua Tia Ritinha, se você quiser, indico vários supermercados que também vendem TIA RITINHA!!!”  



No piso de cerâmica, a esperança do Brasil


No piso de cerâmica, a esperança do Brasil

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por Anna Ramalho
anna-ramalho-jornalista


Hoje é dia de olhar para a tela branca e pensar, em agonia profunda, se terei como preenchê-la bem – de forma a satisfazer minha insaciável mania de perfeição e, ao mesmo tempo,  agradar ao meu pequeno, mas fiel, número de leitores. Um ou dez mil, tanto faz. A angústia é a mesma. Medo de errar. De ser chata e repetitiva. Um inferno este ofício de cronista que não é um Rubem Braga ou um Drummond.
Leio o jornal em busca de inspiração. A musa não vem. O noticiário irrita, não motiva. É deprimente testemunhar diariamente que o Brasil ruma para o buraco, enquanto a turma lá de Brasília só pensa em mais um mandato, em mais uma caravana rolidêi para iludir o povo dos grotões, aquela gente miserável que, apesar do Lula e sua política assistencialista, ainda mata calango pra comer. O assunto da hora é o piso de cerâmica para as casas do Minha Casa Minha Vida. Quase chorei quando li isso. Pensar nessa pobre gente, em como todos são iludidos com falácias as mais variadas. Piso de cerâmica, quando muitas vezes não têm nem água tratada. Piso de cerâmica para os coitados pensarem que moram em condomínio  de luxo do Sul Maravilha, como tão bem definiu o saudoso Henfil o Brasil do Rio para baixo. Do jeito que ficam todos megalomaníacos nessa época de campanha eleitoral, não demora estão prometendo espaço gourmet nas casinholas dos pobres do país.
***
A classe média está caminhando rumo ao buraco negro, quem entende ( o que não é absolutamente o meu caso) diz que a culpa é toda da taxa Selic, que o Brasil vai mergulhar na mesma recessão europeia, e eu me pego em pânico.  Torço para que estejam todos errados, que esteja certo o governo que pretende assoalhar a pobreza com cerâmica. Como sou de rezar, rezo, juro que rezo, por Dona Dilma. Que Deus a ilumine e lhe dê forças, que nada de ruim possa nos acontecer, afinal já passamos por maus bocados, todos merecemos continuar pelo menos com essa sensação de que somos primeiro mundo  alguma vez na vida. De que somos é um certo exagero, mas, digamos, bem melhor na foto do que já estivemos em tempos idos. Na rede, já topei com várias manifestações de nostalgia pelos tempos da ditadura. Pé de pato, mangalô, três vezes!!!
Penso no Minha Casa Minha Vida e penso que Dona Dilma é a dona dessas casas – e das casas de todos os brasileiros. E o que faz uma boa dona de casa? Se o dinheiro está curto, fecha a bolsa; se está suja, promove a limpeza, ordenando a faxina; se está bagunçada, cabe a ela se não arrumar diretamente, tratar que a ordem seja restabelecida.  Tenho cá pra mim, que o Brasil votou em Dona Dilma com esta expectativa: que ela desse ordem à casa, que estava um tanto ou quanto bagunçada.  Ela começou bem, mas, com a sede com que está correndo para o pote, corre sério risco de ver tudo desandar.
Rezo outra vez – e peço que ela acorde a tempo. Que não se deixe iludir pela ilusão do poder. A primeira mulher a presidir o Brasil não pode passar à História como tendo sido aquela que o jogou no buraco. Não mesmo. Oremos, pois.
***
Foi-se Cleyde Yáconis.  Não era bonita como Tônia ou famosa como Fernanda, mas marcou. Tinha um charme, uma elegância natural  e principalmente uma presença cênica que a impunham. Quem é de novela como eu, pode vê-la no ar na reprise da excelente “Rainha da Sucata “ (definitivamente não se fazem mais novelas como antigamente), na qual ela vive uma falida socialite, irmã de Paulo Gracindo, mãe de Andréa Beltrão e cunhada de Glória Menezes ( definitivamente não se fazem mais elencos como antigamente).
***
Cleyde Yáconis vai fazer falta. Aqui um link para quem quiser revê-la em ação, em antológica cena de "Rainha da Sucata", de Sílvio de Abreu.http://canalviva.globo.com/programas/mais-da-tv/materias/homenagem-a-atriz-cleyde-yaconis.html

Anna Ramalho é colunista do Jornal do Brasil, criadora e editora do sitewww.annaramalho.com.br e cronista sempre que pode.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

"Salve Jorge" já deu o que tinha que dar



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por Anna Ramalho
anna-ramalho-jornalista



Gosto da Glória Perez como pessoa: ela é simpática, zero de estrelismo, amiga dos amigos, inteligente, enfim, tem uma série de qualidades que admiro. Sofreu a dor que ninguém merece sofrer quando perdeu, daquela forma tão cruel e covarde, sua jovem e bonita filha Daniella – que era uma bailarina maravilhosa e estava caminhando bem na carreira de atriz. Trapaças do destino, rasteira sem tamanho, a vida real  parecendo de repente uma trágica novela das nove.
Glória Perez

Suas tramas  são sempre meio delirantes, com aquele vaivém que pode ser Rio-Marrakesh, Rio-Nova Delhi, Rio qualquer lugar excêntrico e remoto mundo afora, de preferência com uma cultura bem diferenciada. Tem também o onipresente salão da gafieira, onde patrões, empregados, bandidos e mocinhos sempre evoluem ao som da voz de Alcione. Um drama fora do comum também é de lei, bem como as idas e vindas dos mocinhos da hora. É a receita dela, como filosofar e arrastar capítulos é o barato do Manoel Carlos e viver na rede a dar pitacos venenosos sobre os colegas é o que encanta o Aguinaldo Silva. Questão de estilo. Marketing. Cada um com seu cada qual.
***
Agora, em “Salve Jorge”, com todo o respeito pelo trabalho de um autor de novelas ( que não é mole, não é bolinho!), a Glória perdeu a mão. De tão inverossímil, o que deveria arrancar lágrimas na história me fez gargalhar – eu e a minha atenta turma do Facebook. Na noite desta terça-feira, quando Morena reencontrou o Theo, mais de 200 posts apenas durante o horário da novela. A cena do reencontro foi uma piada verdadeira. Porque só  pode ser piada a heroína largar o filho recém-nascido que ainda mama no peito em casa, se mandar da zona sul para a Penha, ali no sovaco do Morro do Alemão, e encontrar o grande amor numa igreja – como se igreja católica ficasse aberta em plantão permanente. Kakakakaakkaakkaakkakaaka! Naquela hora até o furioso dragão de São Jorge dorme a sono solto.  Na cena seguinte, os dois se amassam pelas ruas sem bandidos (vai ver é o Éden e a gente não sabe) e acabam num motel, cujo quarto é iluminado por velas em profusão. O que me faz pensar que, das duas, uma: ou o casalzinho aproveitou um daqueles apagões que já estão virando  rotina na cidade ou a direção da novela errou feio. O décor estava mais para alcova de Maria Antonieta em Versailles  - antes da guilhotina, bien sûr.
Morena e Theo se amassam na Penha

A novela, que até melhorou em comparação ao seu desastroso início, pegou no tapa. A Globo, tal qual aquele general da ditadura, fez a gente engolir “Salve Jorge” usando daquela artilharia pesada tipo terra, mar e ar. Com o coronel Nunes no comando, claro. Se o leitor pega o jornal pra ler, encontra a Morena em todas as colunas e em várias reportagens, afinal  a emissora tem que empurrar a  fraquíssima Nanda Costa goela abaixo dos seus zilhões de telespectadores.  Se  o indigitado liga em qualquer programa da emissora, do “Fantástico” à “Santa Missa em seu Lar”, a moça tá lá. Ou o Theo. Ou a Erica. Ou a lamentável Lívia Marini da Claudia Raia, uma vilã pra matar a gente de rir com aquelas seringadas fatais e as muitas caras e bocas. Abriu  qualquer site da global empresa? É “Salve Jorge”, é Morena, é surra anunciada. Afinal, o povão - eles aprenderam com os índices do ibope - se amarra numa pancadaria. Briga de mulher com mulher, então, é um sucesso que alavanca qualquer audiência. E tome porrada!!!! Ninguém apanhou mais do que a vilã Wanda, vivida com brilho e garra por Totia Meirelles. Aliás, Totia e aquela gracinha da Giovanna Antonelli literalmente salvam o Jorge do desastre total, né, não?
***
Como sou audiência inercial, não perco uma novela da Globo. Algumas valem demais a pena, como foi o caso da irretocável “Avenida Brasil “ e as saudosas “Vale Tudo”,  “Belissima”, “Senhora do Destino”,” Laços de Família” e tantas outras da safra mais contemporânea, digamos assim.  Apesar de ser apenas uma reles  espectadora, sempre tive o maior orgulho da qualidade das produções da Globo – na sua maioria impecáveis, tanto nas escalações de autores , atores e diretores, quanto na parte técnica, que reúne um time de feras impressionante. É por isso que estou triste  com “Salve Jorge”. Desperdício de talentos.  Tomara que acabe logo – e que a Glória possa voltar, quando chegar a hora, com um sucesso tão grande quanto foi “Caminho das Indias”, esta, sim, uma bela novela que deixou saudade.
***
Enquanto isso, quem não viu não perca “Downton Abbey”, o seriado inglês que é febre no mundo e que o GNT voltou a apresentar, depois de ter deixado a turma não mão,  ano passado, numa imperdoável desconsideração com o freguês. Já vi tudo, as três temporadas. É bárbaro!!!!  E fiquei felicíssima quando soube que tão cedo não acabará: o autor, Julian Fellowes, recebeu um telefonema da Casa Branca, em fevereiro,  logo depois da segunda posse do Obama. O primeiro casal da maior potência do mundo pedia encarecidamente pelo menos mais uma temporada da série. Foi atendido. Oba!!!! God save Obama - and the Queen.
A turma chiquérrima de Downton Abbey


Anna Ramalho é colunista do Jornal do Brasil, criadora e editora do sitewww.annaramalho.com.br e cronista sempre que pode.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Antonio Neves da Rocha, o mago das festas




 Por José Ronaldo Muller - www.zeronaldo.com





Antonio Neves da Rocha, o mago das festas

De frente para o Pão de Açúcar fica a mesa de trabalho onde Antonio Neves da Rocha, olha o mundo. Seu computador, sua agenda, suas revistas e de onde ele olha o principal, mete ao seu redor seus objetos de arte que o inspira para criar o que ele melhor sabe fazer, festas.

Sentado na sua cadeira Aeron Chair, o ambientador das festas mais deslumbrantes do Rio, Antonio Neves da Rocha recebe noivas, gerente de marketing de empresas, empresários, mães nervosas e sua clientela preferida às antigas debutantes e hoje garotas antenadas, blogueiras e que como no passado, loucas para dar uma festa de arrasar. “Adoro festas de quinze anos , porque eu acompanho a cabeça das meninas e elas são mostram tendências e criam as mais loucas aventuras imaginadas para uma festa e nenhum pai tem coragem de contrariar uma linda garota de quinze anos”, brinca Antonio.
O passado e o futuro se misturam na cabeça do criador. Referências não faltam , a avó Helô Willemsens, está presente no óleo pintado por Portinari e na linda coleção de objetos de prata.  As porcelanas também estão presentes. A mãe Lia Neves da Rocha adorava serviços brazonados e objetos em porcelana.
Mercedes Orleans e Bragança, irmã de Antonio é uma excelente pintora de porcelana, mais um ponto e Christiana Neves da Rocha, a outra irmã de Antonio radicada em São Paulo, é uma aficionada por antiguidades. Tanto DNA de coinesseur  e de estórias na família Neves da Rocha , não deu outra coisa Antonio Neves da Rocha tornou-se um colecionador também do passado e do futuro.
O passado e o futuro se misturam na cabeça do genial Antonio.  Mas, algumas etapas foram profissionais foram vencidas e outras nunca se esgotam. A decoração de casas e apartamentos é coisa do passado. “A diferença é que eu posso fazer 10 projetos de decoração por ano. As festas são sem limite. A multiplicidade de pessoas é o que gosto”, conta Antonio.
Uma das suas melhores amigas Maria Geyer se mudou para uma linda casa e no ato da compra os dois já sabiam como iria ser a casa. O resultado é que Maria Geyer possuí hoje uma das casas mais bonitas do Rio. A decoração do amigo Antonio Neves da Rocha traduz um pouco da cumplicidade de gostos dos dois. “Amo uma fazenda, já tive uma  e Maria também  e a casa reflete esse  “ réve” de mais tarde um dia , morarmos numa fazenda, mas sempre terá um espaço para uma boite em casa, com Maria de DJ e muitos convidados,” ri Antonio.
“Adoro um quantidade, as festas uma agenda cheia delas é o que eu mais gosto. Muita pressão, muito stress, gosto de ir dormir e achar soluções. Sou o rei dos planos e executá-los é um estímulo para o meu trabalho. Tenho quatro livros para fazer, uma correria”, conta Antonio. Tudo começou na casa de Sérgio e Maria Helena Chermont de Britto, uma festa há quinze anos e de lá para cá Antonio não parou mais. Casamentos, jantares, incontáveis celebrações. Tudo com um requinte e senso de estilo que beira o barroco e o contemporâneo.
“O futuro é fundamental é o outro lado que eu sou apaixonado, se gosto de planos é por que ele projeta uma visão e isso eu também encontro na arte contemporânea brasileira”, fala Antonio que está cercado por suas obras. Tatiana Blass, Tunga, Waltércio Caldas, Barrio, e sua mais nova paixão os desenhos e a pintura de Danielle Carcav. “Acho o trabalho dela bem consistente, e mesmo com o tal chamado mercado e não abro mão da minha visão”, fala Antonio. Vai aí uma dica do colecionador.
Para descrever seu trabalho, Antonio Neves da Rocha,não poupa o assunto. “Definitivamente eu não trabalho com frieza. Acredito no conceito, as festas realmente lindas as pessoas não sabem descrever fica uma emoção. Meu forte é o contato. Me coloca uma pessoa difícil na frente e isso vira meu desafio, adoro seduzir. Na minha infância as amigas da minha mãe mais difíceis e sérias foram as que eu me tornei mais amigo, Lourdes Faria, Kiki Almeida Braga, sabe aquelas que não dão bola para crianças essas foi as que eu conquistei”, conta Antonio.
“Gosto de festas temáticas. Que possuem um fio condutor e que surpreendam na sua concepção, por isso gosto das festas de quinze anos. O casamento ter a realidade do casal tem que haver um consenso, não dá para fazer performances e mudar as características do casal”, fala Antonio.
Os personagens literários Doutor Jekyll e Mister Heyde são uma analogia para a múltipla personalidade de Antonio Neves da Rocha, não é o bom e o mal, mas os estilos um é barroco o outro é contemporâneo, um é o rei e o outro, – sou humilde e sou do dito popular que o cliente tem sempre razão, não penso em detalhes vejo um desenho geral, os detalhes são importantes, mas não conduzem uma festa. Olho com os olhos apertados antes de entregar a festa se tudo está enquadrado e a luz, do muito valor a iluminação, estiver correta sei que vai bombar.
Antonio não gosta do vento, gosta da chuva. Gosta de música no carro. Em casa prefere ver um filme. Ama seus três cachorros da raça Cavalier King Charles Spaniel.  Gosta da vida do campo de cuidar de gado, agricultura. Gosta de Londres, mas não passa mais de dez dias viajando .  Não é obsecado por nada só pelo trabalho.

terça-feira, 2 de abril de 2013


José Luiz Silva Por Zel Humor - www.zelhumortotal.blogspot.com.br

EMÍLIO SANTIAGO - Tantas palavras...Tantas saudades !!!


Quando você precisar de um caricaturista altamente profissional nos seus eventos, esse nós da MB Eventos recomendamos !!!


 Por José Ronaldo Muller - www.zeronaldo.com




Huis Clos promove bazar vintage com peças, acessórios e livros

Huis Clos promove bazar vintage com peças, acessórios e livros

Depois da triste notícia da morte de sua fundadora, Clô Orozco, a Huis Clos promove um bazar vintage, entre os dias 4 e 7 de abril, com peças das antigas coleções da marca, além de criações da Maria Garcia, marca mais jovem do grupo, e de labels internacionais, como Vera Wang, Louis Vuitton, Marni e Givenchy, que pertenciam ao acervo da grife paulistana.
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Fontes de referências da estilista, como livros de moda, arquitetura e fotografia também fazem parte do acervo. Entre as obras, estão livros que narram a trajetória de sucesso dos mais importantes costureiros e estilistas, como BalenciagaIssey Miyake, Vivienne Westwood eVionnet.
O evento acontece no showroom da marca na Barra Funda, em São Paulo. Imperdível!


 Por Yuri Antigo - www.societyriosp.com.br

Língua solta


Enquanto negocia sua participação na terceira edição de “Mulheres Ricas”, Val Marchioriplaneja escrever um livro sobre os bastidores do programa. Só precisa achar uma editora interessada no produto. A loira já avisa: vai “metralhar” sem dó as ex-colegas da atração.
Foto: Yuri Antigo